menu
Voltar

[Entrevista] Jovem RAPS relata experiência na política institucional

2 de outubro de 2014

Mateus RosaMateus Rosa Tognella entrou para a RAPS no início deste ano. Ela faz parte do Projeto “Jovens RAPS” e declara que seu engajamento político – inclusive na política partidária – tem influência direta de seu pai, fundador do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que nasceu em oposição ao regime militar.
Desde abril de 2010, Mateus preside o Diretório Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Nova Odessa, sua cidade natal. Também trabalha na Secretaria Municipal de Educação de Campinas (SP) e em janeiro deste ano foi eleito Secretário Geral do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo.
Aos 26 anos, Mateus já tem um belo caminho traçado. Abaixo, em entrevista concedida à RAPS, ele falou mais a fundo sobre suas experiências, trazendo à tona o tema da aproximação entre juventude e política, algo que lhe é familiar e que está no centro do debate, afinal: quem fará a renovação dos quadros políticos de nosso país?
Confira o nosso bate-papo com ele!
RAPS: Qual a sua formação?
Mateus Rosa: Sou formado em Ciências Sociais pela PUC-CAMPINAS, com ênfase na área de Ciência Política. Tenho pós-graduação em Marketing Político e Propaganda Eleitoral pela ECA-USP e, atualmente, estou cursando pós-graduação em “Gestão Pública e Auditoria” pela UNISAL e em Gestão Pública Municipal pela UNIFESP (EAD).
RAPS: Você se envolveu com a política desde muito cedo. O que te levou a fazer essa escolha?
MR: A influência do meu pai. Meu pai foi fundador do MDB – Movimento Democrático Brasileiro – partido que era oposição ao regime militar. Ele tinha muita ligação com os Deputados de Campinas na época: Deputado Estadual Jamil Gadia e Deputado Federal Francisco Amaral, ambos líderes do MDB lá pelos idos de 1966. Até porque nosso tio foi vereador na nossa cidade nesse período.
Meu pai foi candidato a vereador nas eleições de 1968, ocupando a primeira suplência da legenda a época. Nessa época ele tinha 26 anos, depois nunca mais foi candidato, mas sempre esteve na estrutura partidária, trabalhando com política, ou na sua atuação como servidor público.
Devido a essa paixão que o meu pai tinha, acabei fazendo Ciências Sociais e me envolvendo na política. Sempre o acompanhava nas sessões camarárias e nossa casa sempre foi frequentado por políticos.
Meu pai tinha uma grande ligação com o Jânio Quadros, tanto que trabalhou com ele na sua gestão como Prefeito de São Paulo no período de 1986-1988.
RAPS: Em junho do ano passado presenciamos manifestações que deram uma nova cara ao debate político. Muitos dos que foram às ruas eram jovens. Você acha que, hoje, a juventude está mais interessada em participar da vida política?
MR: A juventude estava meio desacreditada com a política, mas não podemos perder a fé e a esperança na política. Como jovem sempre acreditei na política e ainda acredito, não podemos desistir, precisamos defender e participar ativamente. Nós jovens estávamos desacreditados, não víamos uma manifestação assim desde o Impeachment do ex presidente Collor.
Creio que as manifestações de junho vieram recender esse debate e reflorescer a política nos jovens. Não podemos desistir do Brasil e muito menos da política.
RAPS: São poucos os jovens que, assim como você, entram “de cabeça” na política partidária. O que você acha que falta para que o interesse da juventude seja atiçado?
MR: Creio que falta incentivo aos jovens. Temos, hoje, 32 partidos vigentes em nosso país (segundo o TSE), fora outros que estão em processo de criação. Isso confunde. Hoje não temos mais identificação partidária, então fica difícil para o jovem se interessar e participar.
 RAPS: Sabemos que existe pouquíssima renovação das lideranças políticas de nosso país. Qual o papel da juventude para a renovação dos quadros políticos?
MR: Fundamental. Aliás, nós, jovens, precisamos ocupar os espaços na política, caso contrário teremos figuras que estão na política desde a época que a capital era no Rio de Janeiro. Sem contar que no Norte e Nordeste tem dinastia de vários políticos por décadas. Precisamos mudar, renovar esses quadros. Precisamos de lideranças jovens!
RAPS: Daqui 3 dias iremos às urnas. Qual o recado que você deixaria para os eleitores? Como devemos escolher nossos candidatos? Qual a responsabilidade que assumimos enquanto eleitores?
MR: Que o eleitor exerça a sua cidadania, que ele participa, cobre, fiscalize o seu representante. Que não seja um analfabeto político.
Devemos escolher bem os nossos representantes, conhecer fundo o candidato que escolhemos desde a Deputado Estadual até o voto de Presidente. O papel do eleitor é fundamental, por isso temos que fiscalizar, cobrar e participar. “Pior analfabeto é o analfabeto político”, já dizia Bertold Brecht.

[ssba-buttons]
Tags

Últimas do blog

7 de março de 2024

Renata Abreu vê na diversidade da RAPS uma solução para a crise de representatividade política

Presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu vê na diversidade de posições e partidos que participam e formam a RAPS uma solução para a crise de representatividade da política institucional no Brasil.      “Atualmente, as novas gerações não se sentem representadas pela política institucional. [...]

Leia Mais
15 de dezembro de 2023

Cursos, prêmios e conquistas: o trabalho da RAPS em 2023

Depois do intenso trabalho no ano passado, em que a RAPS foi uma das mais relevantes organizações da sociedade civil na defesa da democracia e no trabalho em prol de eleições seguras e transparentes, colhemos, em 2023, os reconhecimentos por nossa atuação. Em meio ao [...]

Leia Mais
22 de novembro de 2023

RAPS recebe renovação do Selo de Igualdade Racial

A RAPS participou, no dia 21 de novembro, da III Expo Internacional da Consciência Negra, onde aconteceu a cerimônia de Premiação do Selo de Igualdade Racial 2023. Este ano, recebemos mais uma vez esse reconhecimento, que tem como missão visibilizar instituições cujo quadro de colaboradores [...]

Leia Mais
RAPS