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Caos sanitário no Amazonas: lideranças políticas do estado falam sobre o tema em live da RAPS

22 de janeiro de 2021

Caos sanitário no Amazonas: lideranças políticas do estado falam sobre o tema em live da RAPS

O estado do Amazonas tem hoje a maior incidência de casos de coronavírus no país. Nas últimas 24 horas, foram registradas 159 novas mortes por Covid-19 e 2.202 novos casos. Desde o começo da pandemia, mais de 241 mil casos foram confirmados no estado, e mais de 6,7 mil pessoas morreram.

A falta de oxigênio e o colapso do sistema de saúde foram temas da live que a RAPS promoveu com o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) e a deputada estadual Joana Darc (PL-AM). Ambos são lideranças RAPS e estão na linha de frente do combate à pandemia no Amazonas.

Crise humanitária sem precedentes

“O que está acontecendo no Amazonas é uma crise humanitária sem precedentes no Brasil. 100% dos leitos estão ocupados. Não há oxigênio. As pessoas estão morrendo em casa e na porta dos hospital. Os profissionais de saúde estão no limite. E isso tudo tem sido tão grave do ponto de vista sanitário que não estamos conseguindo enxergar a tragédia social e econômica por trás”, explicou Marcelo Ramos.

O deputado federal contou que a questão do oxigênio tem sido a mais grave nessa crise. “Para vocês terem uma ideia, a média de consumo de oxigênio no Amazonas em condições normais era de 15 mil metros cúbicos diários. No dia mais grave da crise no ano passado, usamos 30 mil. Hoje, estamos usando 90 mil, sendo que a capacidade de produção é de apenas 28 mil. É uma situação dramática”, afirmou.

A deputada estadual Joana Darc informou que a questão logística tem sido um grande problema no momento. “Estamos limitados pois somos um estado com dimensão continental, com uma logística muito difícil. Há bastante dificuldade para acessar os municípios do interior e comunidades ribeirinhas que estão em crise, já que as complicações não estão apenas em Manaus”, relatou.

Como fazer doações

As duas lideranças informaram que o fundamental no momento são doações de cilindros de oxigênio e também dos concentradores de oxigênio, que produzem o gás com autonomia e podem ajudar bastante. Fora isso, ambos destacaram a necessidade de também receber equipamentos médicos e de proteção individual para profissionais de saúde e itens alimentícios, uma vez que a crise social também tem se agravado com intensidade.

De acordo com Marcelo Ramos, um bom caminho para quem pretende ajudar o estado com doações é procurar o Centro de Logística do Ministério da Saúde, localizado no Aeroporto de Guarulhos, de onde saem voos diários da Força Aérea Brasileira para o estado do Amazonas.

O Centro de Logística do Ministério da Saúde está localizado na Rua Jamil João Zarif, 684 (Galpão 18), Jardim Santa Vicencia, Guarulhos (SP). Os telefones para informações são (61) 2105-1705/1713 e (11) 95754-8866 (Tiago).

O Comitê de Resposta Rápida de Enfrentamento da Covid-19 – grupo formado por profissionais da Casa Civil, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e da Defesa Civil do Amazonas – também estabeleceu um canal para concentrar as doações de oxigênio para as unidades de saúde do Amazonas. Empresas e pessoas físicas, de todo o Brasil, interessadas em doar oxigênio para o estado, podem obter informações nos contatos (92) 99220-2712, (92) 99455-2001 e (92) 99182-8974. Para doação de outros materiais como equipamentos individuais de proteção (EPIs), os interessados podem ligar para (92) 98233-4555.

Mensagem a outras lideranças

As notícias dos últimos dias informam que outros estados e municípios podem viver situação semelhante à vivida em Manaus. Joana Darc alerta para esse risco. “Tenham planos para enfrentar esses problemas, mesmo com todas as dificuldades que essa situação nos impõe. A sociedade relaxou, mas infelizmente o vírus segue sendo um inimigo comum de todos. Já estamos com uma nova variante que é mais grave e vai se espalhar pelo Brasil”, recomendou.

Para Marcelo Ramos, a primeira orientação é não negar a gravidade da doença e os efeitos da pandemia e reconhecer o quanto ela é grande e coloca em risco a vida de milhares de brasileiros. “Que os estados possam se preparar para sofrer com a segunda onda com o drama e a radicalidade que chegou no Amazonas”, pontuou.


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